Blog de Lêda Rezende

Dezembro 23 2011

 

II

 

Com a decisão pela nova vida Leticia conseguiu um apartamentinho como queria. Uma maravilha. Minúsculo. Não caberia o que armazenara pela vida a fora de material nos cinquenta metros ditos quadrados – mas caberia o que importava.

 

No dia de conhecer o espaço fez um ar de resignação. Sendo assim – assim é.

 

A vendedora era uma senhora viúva embora muito bem casada com a desconfiança. Temia a compradora. Temia a família da compradora. Temia o

Banco onde sairia o financiamento. Temia os documentos do Banco. Era uma temeridade que dava até para tocar de tão bem constituída. Ficara viúva há dez anos mas ainda seguia as orientações imaginárias do marido e as reais dos filhos.

 

E lá estava Leticia.  Em meio a tanta temeridade – atribuída de tanta coragem. E as duas em contraponto total iniciaram as negociações.

 

Caminhar em cinquenta metros quadrados e repletos de paredes foi como passear num estranho labirinto de só um caminho. Não tinha luz no teto. A luz era embutida na lateral de uma das paredes da salinha. A cozinha era um canto escuro por onde outra parede fazia um isolamento quase penitenciário. No quarto uma parede impedia que da sala e da cozinha soubessem que poderia haver vida útil ali dentro. Ou inútil.

Um banheirinho encerrava o percurso por onde se voltava por entre paredes.

 

Mas de frente para o que chamaria de excesso entre faltas – estavam dois janelões que abriam para um jardim do prédio vizinho. Um lindo jardim com uma fontezinha por onde circulava a água e o barulhinho dela. E a rua - a ampla avenida que ela sempre gostara.

Iria morar no bairro que adorava. Próxima de um dos filhos. Diante do local de trabalho e perto da outra avenida que também abrigava todos os caminhos do prazer. O cinema preferido. A Livraria preferida. As lojinhas preferidas.

 

Se descesse a rua - estaria diante das grifes e cafeterias.

 

Não seriam paredes em excesso e espaço em falta que a fariam desistir deste mundo lá fora. E já aprendera que fantasias e expectativas não se entendem muito bem com metragem. Tanto faz - o mundo lá fora é bem maior que esta bobagem de espaço interno.

 

E diante da viúva temerosa foi avisando com clara disposição - adorei. Vou comprar. A viúva até sorriu e comentou – assim fácil?

Não tem que ser difícil. Gostei. Quero. E se posso – vamos resolver a forma de trocas de domínio.

 

Lá se foi com papeis daqui e dali – e a sequencia se fez com a suavidade nem sempre habitual.

Assinou. Assinaram. Cada um com sua posse. Uma tinha teto. A outra tinha o pagamento.

E a viúva temerosa foi lá feliz ver a conta bancária – enfim encerrado.

 

Ai começou a etapa seguinte. Tirar o que tinha e criar o que não tinha.

 

As paredes foram as primeiras a sair do ambiente. Paredes e portas. Nunca na vida a Leticia havia lidado diretamente – ou indiretamente - com reformas. Sempre olhara de longe e com um temor parecido com o da viúva. Mas era chegada o instante. Parecia que atualmente este era o estilo. A chegada do instante. E mais uma vez acreditou que com instantes e com chegada não se menosprezam.

 

Enfrentou a reforma.

 

O senhor Everdson – nome que custou a entender e decorar – veio em auxilio. E a acalmou - fica tranquila – sou bom e pontual. Acreditou. Aliás - nada mais restava a fazer a não ser acreditar. Com todas as alterações de vida continuava trabalhando a semana toda e o dia todo. Ou confiava na palavra do senhor Everdson – ou confiava na palavra do senhor Everdson. Nada melhor que a falta de escolhas – deixa a decisão bem mais linear. Nada de gastar tempo com isso ou aquilo. Perfeito. E assim foi feito.

 

Nada de paredes. Nada de portas. Nada de iluminação indireta. Duas saídas para fios surgiram do teto. Um piso novo foi colocado. A casa se encheu de luz. Muita luz.

 

Cada dia que ia até lá – sorria. Está tão lindo. O senhor é tudo de maravilhoso senhor Elson – Evesio – Everdson. Ele ria por todos os motivos. Pelo elogio efusivo que não parecia habituado e pelos três nomes que sempre a Leticia o nomeava a cada encontro entre argamassas e fiação.

 

Até que no dia combinado ele avisou – pode trazer a mudança.

 

E ela levou. A mudança.

 

Lá estava a Leticia mais uma vez diante de caixas e caixas. Desta vez não ficou assustada – nem foi para o Hospital. Nesta parte já estava experiente desde a primeira mudança. O que repetia era apenas a questão espacial. A Leticia podia entender de tudo - menos de espaço. Sempre considerava o espaço visual bem maior do que o real - aquele que se mede em metros. Este era complicado. Pelo visto era um sintoma – sem cura.

 

Mas enfim. Uma parte do que não coube deu aos funcionários da transportadora. A porta fechou.

Ficou ela e as caixas.

 

Não bem assim. Eles estavam lá. Os filhos e as norinhas. E lembra em especial do filho mais novo – o Roberto e da Cecilia – que se abraçaram a ela e pulando diziam – é seu! É seu! É seu! E riam muito mesmo em meio às tais caixas.

 

Caixa é o de menos. Um dia elas todas são abertas e desaparecem. Só isso. Tudo se resume numa questão de tempo em boa relação com o espaço. Somando a esta relação - uma tesoura para cortar os adesivos e um latão de lixo para descartar as caixas. Acrescentando ainda a ajuda da amiga Lilian que chegara de viagem para uma temporada na cidade e que ia - todos os dias - ajudá-la. Junte-se também a metodologia do

Luciano que num domingo foi até lá e resolveu que caixas amontoadas e pouca metragem não fazem parceria agradável – e com boa vontade e força muscular dispensou as caixas esvaziadas. O resultado desta soma foi igual a - casa arrumada.

 

A acomodação final se resolveu com o caminhar pelo apartamentinho. E o que pode ser movido – por certo pode ser adequado. Numa casa sem paredes – tudo pode ser movido. O limite passou a ser apenas a casa do vizinho. Sorriu no dia que concluiu isso.

 

Eis algo que nunca conseguiram tirar da Leticia – o bom humor. Juntava este tracinho estrutural com o pragmatismo e a impulsividade inerentes e jamais se conseguiria – logicamente - fechar a conta.

 

Com os cinquenta metros quadrados bem preenchidos e sem labirintos estranhos para circulação – sem caixas mais à vista - a vida foi retomando o ritmo de sempre.

 

Acordava cedo. Muito cedo - para trabalhar. Entendeu que esta foi uma pirracinha do Universo. Toda a vida detestara acordar cedo. E agora se via prisioneira de um despertador – objeto que odiava tanto quanto o horário que ele alardeava aos quatro cantos dos cinquenta metros – centímetro por centímetro. Durante toda a semana – incluindo o sábado – trabalhava. Muito.

 

Mas inegável que estava feliz. Sentindo-se plena e sob a própria conta e autoria – sentia-se dona absoluta da própria vontade. Durante tantas décadas nunca se sentira tão independente. Das compras à música – selecionava o que queria. Dormia quando querida. Como queria. Jantava se quisesse e o que quisesse. Falava ao telefone ou se calava. Até as unhas decidiu pintar na hora que queria. Encerrou por um tempo as idas ao salão por conta desta sensação lúdica. Faço o que quero e quando quero. Estava se sentindo solta. Leve. Olhava até os pés – numa metáfora divertida. Agora eu comando.

 

Esse era o pensamento constante.

 

Estabeleceu algumas rotinas – também sob a própria voz de comando.

 

Deixava as janelas abertas – e cuidava das plantas. Esta uma novidade. Nunca fora atenta à plantas. Mas agora era. Cuidava com um carinho especial. Não havia dia que não as regasse com todo o cuidado. Quando uma delas ficou fraquinha – correu a uma floricultura perto e consultou a mocinha que se dizia entendedora e recomendou uma vitamininha especifica. Ameaçou – se algo de mal acontecer à minha plantinha vou procurar o conselho tutelar das plantas e lhe denunciar. A mocinha sorriu.

 

E a plantinha se recuperou verdinha de todo.

 

A outra das rotinas era sair de casa deixando tudo no lugar certo e perfumado. Organizava a cama. As roupas. Abria as tais janelas para as plantinhas receberam a luz do dia. Afastava as cortinas. A cozinha ficava impecável – sem paredes e sem objetos fora do lugar. Toalhinhas penduradinhas. Bancada organizada. Antes de fechar a porta para sair – mesmo tão cedinho – ainda dava uma última olhada para se certificar que deixava tudo na mais perfeita ordem. Ainda dava uma apertadinha no spray que colara numa das colunas sem paredes – para que o aroma de lavanda deixasse o ambiente saudável.

 

Quando voltasse – fingiria que uma fadinha fizera tudo isso – e encontraria a casa toda em ordem.

 

Fechava a porta e no caminho até o elevador – sentindo vontade de rir de si mesma. Nunca – jamais – em tempo algum - fora sequer parecida com o que era agora. Vai ver que a análise que fizera por dez anos causava os efeitos – dez anos depois. Nascera no lugar onde dizem que tudo é mais lento. Procedia.

 

Mas já deveria saber – quando tudo parece muito perfeito – uma falta tem que surgir.

 

Surgiu.

 

Nesta tarde a Leticia chegou mais cedo do trabalho. Nada a deixava mais em estado de euforia do que poder voltar logo para casa. Entrou. Tudo lindo e perfumado – pensou - esta fadinha é ótima.

 

Fez a outra parte da rotina. Deixou a pesada bolsa na cadeira da sala e foi à Padaria comprar o que seria o café da manhã do dia seguinte. Voltou. Preparou-se para o banho – ou ia se preparar.

 

Fazia parte do ritual separar as roupas do dia seguinte. Acordando tão cedo e tão revoltada com o despertador – seria um perigo estético deixar para escolher pela manhã. Corria o risco de sair com um sapato de cada par – no mínimo. A prudência foi uma boa conselheira.

 

Tudo resolvido – era entrar no chuveiro e depois se concentrar num filme. De repente – sempre é de repente – notou uma manchinha no chão que a fez olhar com mais atenção. Não vira antes e conhecia muito bem cada pedacinho do apartamento.

 

Mancha não seria o nome correto. Ela estava vendo mesmo. Não era sonho. Não era confusão óptica. Não era idealização de susto.

 

Era uma barata. Por certo entrara voando pela janela. Não se incomodara com a altura.

 

Uma barata sem neuroses – foi o que pensou enquanto tentava se acalmar. Um pouco de Freud quem sabe ajuda nestas situações. Mas não ajudou. A barata além de não ter neuroses de altura era muito bem resolvida. Ficou lá esparramada no meio da sala olhando as cores – vai lá saber. E tudo entre cinquenta metros quadrados. Quem sabe achou que estava diante de um castelo. Em tamanhos pequenos o mundo é vasto. Ou o mundo é vasto diante dos tamanhos pequenos.

 

Lembrou a viúva temerosa que lhe vendera os cinquenta metros quadrados. Sentiu-se quase uma alma gêmea. Deveria ter tido mais condescendência com aquela senhora.

 

Chega. Ordenou a si mesma. Está na hora de agir. Que Freud, por favor, se retire. Não. Que, por favor, Freud fique. Já era uma companhia. Pelo menos mais convincente do que a fadinha – que agora parecia completamente ausente. Deu até vontade de escrever um conto sobre A Fuga da

Fadinha. Mas enfim – voltou à realidade.

 

Decididamente Leticia não sabia o que fazer. Estava parada por trás do balcão da cozinha olhando para uma barata esparramada na sala. Discorria em pensamento sobre uma inexistente fadinha e não se movia. Nem ela nem a barata – ainda bem. Se a barata desse um passinho que fosse – faltariam metros quadrados para a pobre da Leticia correr em desespero.

 

Com a invocação pela presença do Freud – o inconsciente trouxe à tona uma cena acontecida há muitos anos. Era parecida com a atual – embora com algumas grifadas diferenças. Ainda durante o primeiro casamento e num apartamento de muitos mais metros quadrados do que o atual. Muitos mais. Não se interessava por plantas. O andar do tal apartamento era ainda mais alto. Chegou do trabalho e se sentou no sofá da sala nomeada como sala da frente. Olhou para a cortina balançando com o vento suave do final do dia. E viu uma mancha na cortina. Entre a cortina e o forro da cortina. Estranho – pensou. E se aproximou. Aproximou-se com calma – mas veio de volta ao sofá da tal sala da frente com uma rapidez de maratonista medalhada. Foi uma correria só. Lá estava aquecida e tranquila - entre os tecidos - uma barata.

Daquela vez resolveu de uma forma simples. Pegou o telefone. Pediu a ele que viesse logo para casa. Estava sozinha e tinha uma pendência que somente ele resolveria. Explicou. Detalhou. Acrescentou a própria imobilização para evitar que o motivo do telefonema dali saísse para local desconhecido. E os tantos metros quadrados teriam que ser milimetricamente vasculhados.

Ele riu. Mas encerrou o que fazia e voltou. E retirou do conforto da maciez dos tecidos – a barata. Ela já em cima do sofá – sem nenhum tipo de elegância – comemorou feliz o final do dia. Ele riu e acrescentou – desta vez pude vir – e quando eu não puder não sei o que você fará.

 

Ali estava ela agora diante da frase – não sei o que você fará.

 

Se ele não sabia – imagina ela. Não sabia mesmo.

 

Não tinha para quem ligar. Até poderia ligar – mas o ligado não iria até lá. Os cinquenta metros pareceram de repente uma imensidão. Até questionou por um segundo a retirada das tais paredes. Poderiam ter alguma utilidade agora – ao menos portas poderiam ser fechadas. Mas de portas só restaram duas – a da saída e a do banheiro. Se a barata resolvesse passear ou dar uma corridinha – estaria perdida. Ela. Não a barata.

 

Era uma questão agora dela. Aliás - muito mais dela do que da tal barata. Ainda pensou – deve ser da espécie este desconhecimento das neuroses de altura. A outra subiu ainda mais alto para ficar fazendo da cortina edredom. Sorte delas que nada temem. Corajosas em profusão.

Sem falar que de bomba atômica a era glacial – nada as extermina.

 

A esta altura – para repetir o termo – deveria estar mesmo assustada. Já estava elogiando barata.

 

Ainda tinha um outro detalhe. Espaço. Elas realmente não se interessam por arquitetura ou engenharia. São seres filosóficos. Restando algum cantinho – se espalham. E quem quiser que saia ou grite. Este mais um fato – elas não devem escutar. O que se grita em volta delas e elas nem se movem é de dar nos nervos. Algo como – quer gritar – pode gritar que daqui não sairei enquanto não me der vontade.

 

Agora estava invejando a barata. São históricas e não histéricas – pensou isso e quase sorriu. Quase. Não era situação para risos.

 

Olhou para as plantinhas. Verdes e saudáveis – que fantástico ser uma plantinha. Nem uma barata as faria correr. Só se viravam em direção ao Sol. Perfeito.

 

O que a Vida faz com as pessoas – pensou buscando recompor a sanidade.

 

Tentou lembrar as muitas formas de se livrar dela – a barata. Já haviam ensinado jogar álcool. Mas poderia tremer e a casa se inundar de álcool enquanto a barata corria feliz para outro cantinho. Poderia vaporizar com spray de inseticida. Este seria eficaz – caso ela tivesse algum em casa. Lógico – não tinha. O que não faltavam eram sprays – perfumadores. Não seria o caso de perfumar a barata. Podia chamar o zelador – mas até chegar ao interfone – ela poderia escolher outro metro quadrado além do que ela visualizava.  

Lembrou do maravilhoso senhor Elson – Evesio – Everdson. Mas até escolher o nome certo para pedir o tal socorro – a barata já teria aprendido tudo sobre metros quadrados.

 

Finalmente pareceu chegar a lembrança correta para a situação incorreta. Lembrou-se de uma amiga querida. Casara adolescente. Grávida. O casamento não deu certo. Numa noite o marido não tão adolescente quanto ela – avisou-lhe que havia se enganado. Não nascera para ser nem marido nem pai. Pegou os objetos que se considerava como proprietário - deixou as pessoas que considerava fora dos bens dele e saiu.

Ela foi morar sozinha num apartamentinho que o pai dela alugara avisando que era piedoso. A filha estava com quatro meses. Ela com dezesseis anos. Sozinhas e juntas. Numa manhã entrou no quarto da filha e encontrou uma barata. Telefonou para o pai pedindo ajuda. Falava com a filha num braço. A outra mão no telefone - e o olhar na barata. Ao ouvido chegou-lhe a resposta do pedido de ajuda. O pai dela foi lógico e específico – se você sabe fazer tantas coisas – deve saber o que fazer diante de uma barata. Resolva-se. Já aluguei o apartamento para você e já foi muito que fiz. Desligou. O olhar ficou encharcado. O telefone voltou silencioso para o devido lugar. A filha sorriu para ela. Ela deu-lhe um beijinho e a colocou com cuidado no berço. Com um sapato que estava caído num cantinho – matou a barata.

 

Nunca soube exatamente o que matara naquele dia. Mas nunca mais pediu ajuda a quem quer que fosse. Estudou. Formou-se em área de Ciências Humanas. Criou a filha que já tem vinte e oito anos. Casou mais uma vez. Nada teme – nem barata.   

 

Neste instante a Leticia jogou um beijo em direção ao nada. Mas pensava no Freud. Até sorriu. As lembranças realmente muito mais ajudam do que atrapalham.

 

Lá estava ela agora diante de si mesma. Os casamentos se foram. Os muitos numerosos metros com as cortinas ficaram para traz. Os médios numerosos metros também se desintegraram na posse. De quadrados sobraram apenas os tais cinquenta. Este - ela afirmava eufórica quando se referia ao apartamentinho – é todo meu.

 

É todo meu.

 

Por trás desta frase que acabou formulando em voz alta – repetiu para si mesma a que tinha escutado anos antes - quando eu não puder não sei o que você fará.

Igual às palavras mal saídas de dentro dela – Leticia saiu detrás do balcão da cozinha. Com uma vassoura dispensou para outro plano a barata invasora.

 

Voltou com calma. Limpou o piso com álcool. Tomou um banho como antes do fato havia planejado. Estava se sentindo bem. Muito bem. Deitou e dormiu.

 

Diferente da amiga que casara adolescente – ela sabia o que havia matado.

publicado por Lêda Rezende às 23:12

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