Blog de Lêda Rezende

Agosto 09 2009

 

A semana girara em torno da expectativa.

 

Até sorriu. Quando começou a entender. A expectativa em si – letra por letra – estava já sendo vivida. Já acontecia.  A existência do ato já era fato. É sempre assim. O difícil é enxergar. Vai lá saber por que. Quando uma programação se estabelece – já começa a ser vivida desde o primeiro passo.

 

E a rotina passa a ter outro colorido. Algo por aí.

 

Mas estava muito agitada para ser parcimoniosa. Com as idéias. Os pensamentos vinham desordenados. Não havia fila nem senha. Chegavam de qualquer jeito.

 

Sempre fora assim. Quando chegava esta época – ficava mais feliz. Muito mais feliz.

 

Quando criança – era o mês das reclamações.

 

As notas caiam. O boletim ia para o Departamento das Recuperações. O comportamento ficava um horror diante dos critérios aprovados. E lá se ia para o Departamento das Complicações. As queixas se sucediam.

 

Parecia que professores e coordenadores só sabiam o nome dela. Era o nome mais repetido do mês. Não se importava. Como se não lhe dissesse respeito. Muito menos autoria. Falava mais do que o costumeiro. Ria muito mais que já se conhecia.

 

Quando o mês acabava – voltava para o seu estado habitual.

 

Não que fosse de todo bem disciplinado – porém menos acelerado.

 

O tempo passou. Não tinha mais problemas de boletim. Nem de comportamento. Nem de coordenadores. Não frequentava mais os Departamentos. Mas continuava em seu festejo particular.

 

E desta vez não foi diferente.

 

Quando elas chegaram – todos já sabiam. Estava inaugurada a semana. Os festejos. As lembranças. As saudades. Os acertos. As surpresas. As noticias de todos os lados. As fotos antigas. O riso dela pelas fotos antigas. As escavações na memória. Estavam iniciadas as comemorações.

 

A mesa arrumada. A toalha branca. As flores. As cores da comida. A música bem escolhida. Elas vieram de lá. Saíram da rotina. Re-agendaram as tarefas. Para participar.

 

Eles passaram a semana tramando surpresas. Monitorando a organização. Para que nada faltasse. Para que tudo agradasse. A ela.    

 

Todos juntos. O espaço acolhia a todos. A casa parecia mais clara. Com mais luz.

 

Não faltavam abraços. Beijos. Piadinhas. As fotos assustadas. Agora não. Nem sorri. Apaga essa. Não fiquei bem. Essa - adorei. Me envia. Agora pode. Mais um pouco. Você fica aqui. O preferidinho é ele. Não. É ela. Ela faz assim. Eu que me desdobro. Sim. Ela sempre foi muito elegante. Não acredito. Mexendo com terra. Adora o sitio. Não o chalé. Certo. Cada um nomeia como quer. Mas ela mexendo com terra. Surpreendente. Quem diria. Então tudo bem. Luvas de borracha com grife. Agora a reconheço.

 

Falou sim. Falou que não estava bonita naquela festa. Eu escuto bem. Não faz mal. Eu me vingo. Ele também faz nesta época. Teremos que acertar tudo de novo. Sim. Diante do mar. Ia ser bom. Vamos organizar. Como assim eu quem decide. Sou submissa.

 

Estão rindo do que mesmo. Não entendi. De novo. Ela não esquece a tal Cidade Luz. Não tem assunto que não possa ser citada. Até unha encravada.

 

Sim. Outro brinde. Também achei. Delicioso. Que surpresa. É ela sim. Está ligando de lá. E no momento exato. Dos nossos brindes de aquém mar.

 

Que alegria. Você ligou para estar presente. Nem precisava. Você está presente esteja onde estiver. Além mar não é distância. É só localização. Sim. Todos também estamos sentindo sua falta. Que bom que ligou. Elas estão aqui sim. Haja ciúmes. Depois dizem que ciúme é bobagem. Sei.

 

Diante desse coral perfeito – ela parou. Sentou. Olhou para todos. Se sentiu a privilegiada. Repetiu uma frase costumeira. Bem baixinho. Alguém lá de Cima me adora. E balançou a cabeça. Grata. O prazer de estarem todos juntos era de uma obviedade que até emocionava.

 

E o dia exato ainda nem tinha chegado. E já tinha chegado. Lá se veio – de novo - a questão do tempo. Redundância perfeita. Mas ele proibiu. Não se pode dizer a palavra chave. Esta só no dia certo. Dá azar. E todos obedeceram a ele. Como sempre. Um avisou de lá. A Lei chegou. E todos riram. Obedientes. Lógico.

 

Agradeceu. A todos. A um por um. A elas que viajaram. A eles que se organizaram. E a ela - que mudou a rotina para contribuir com sua acertada arrumação.

 

Deu um beijo nele.

 

Concluiu. É o afeto que enlaça a alegria. E qualifica o Tempo certo.

 

O mais é calendário.

 


Obrigada pela sua visita ao meu blog e ter gostado do que escrevi.
Bem Haja

Maria
Maria a 11 de Agosto de 2009 às 14:37

Blog de Crônicas - situações do cotidiano vistas pelo olhar crítico, mas relatadas com toda a emoção que o cotidiano - disfarçadamente - injeta em cada um de nós.
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